Que caminhos para Portugal?

by abelmateus001

A8_NSAPMS2_large Com as eleições legislativas a aproximarem-se é tempo de se fazer uma reflexão sobre que questões o eleitorado colocará aos partidos políticos. As questões económicas que deveriam ser postas podem resumir-se em cinco: (i) que emprego se vai criar? (ii) qual a melhoria de rendimentos e salários? (iii) como se vai completar o programa de ajustamento e colocar a dívida pública numa trajetória sustentável? Os economistas mais esclarecidos e empresários irão perguntar: como se vão desalavancar as empresas portuguesas; e os trabalhadores e pensionistas: como restabelecr a credibilidade e sustentabilidade das pensões? Qualquer programa terá que respeitar a restrição orçamental para manter o acesso aos mercados financeiros e eventualmente levar a uma redução do risco da nossa dívida, o que só se consegue se sairmos em 2016 do grupo dos países com “défices excessivos” e se a recuperação do PIB se acentuar. Em termos de política orçamental propomos que se comece por reduzir os impostos mais distorcionários e só depois se expanda a despesa em áreas prioritárias, e sempre respeitando a necessidade de gerar um excedente primário de 1 a 2% do PIB. Depois de fazer um tour de horizon das propostas maiQue caminhos para Portugal r.2s recentes de política económica mais interessantes (na Alemanha, França e Espanha) a apresentação debruça-se sobre as três grandes áreas em que um programa económico se deve basear: (i) promover a competitividade da economia e a expansão dos transacionáveis, (ii) sustentar a desalavancagem das empresas criando mecanismos de reconversão da dívida, e de “limpeza dos balanços dos bancos”, e (iii) promover a inovação através da melhoria da eficiência do sistema de i&D, recentrá-lo na reconversão empresarial e na colaboração Universidades-Laboratórios-Empresas. Em todas estas áreas são feitas propostas concretas. Identificam-se também dois problemas estruturais básicos que são a necessidade de uma reforma constitucional para aproximar eleitores-eleitos e a responsabilização dos eleitos, assim como a qualidade das instituições políticas; e a reforma dos mecanismos de decisão das políticas governamentais, tomando por base as melhores práticas internacionais. Finalmente fazem-se algumas sugestões simples para melhorar a regulação e governação das empresas, e apontam-se alguns erros de análise graves que alguns economistas fizeram e continuam a fazer que têm trazido grandes custos para os portugueses. A apresentação pode ser lida aqui. Debate com um Grupo de Reflexão Estratégica em Lisboa a 24/4/2015.Que caminhos para Portugal r.2