Blog dedicado ao livro A. Mateus, Economia Portuguesa, Editora Principia.

Categoria: Economia Portuguesa: macroeconomia

O ESTADO DA ECONOMIA PORTUGUESA EM ABRIL DE 2017

Apresentação sobre a Economia Portuguesa feita em seminários pelo autor, em Abril 2017.
Aqui pode encontrar resposta, fundamentada com dados estatísticos, entre outras, às seguintes questões: (i) Porque é que Portugal evitou o segundo resgate em 2016? (ii) Porque é que as agências de rating não subiram ainda o rating da República? (iii) Será a Dívida Pública sustentável e haverá margem para alguma negociação? (iv) Que reformas estruturais são fundamentais para aumentar o crescimento potencial do PIB e porque é que uma das mais importantes é a redução da carga fiscal? (v) Porque é que o Brexit é importante para Portugal, e (vi) Que posição deve Portugal tomar sobre as reformas da União Europeia?

PortugalAbril2017
Algumas destas questões foram analisadas numa entrevista na SIC-Negócios da Semana de 19 de Abril de 2017, a que pode assistir neste link

http://sicnoticias.sapo.pt/programas/negociosdasemana

 

Que caminhos para Portugal?

A8_NSAPMS2_large Com as eleições legislativas a aproximarem-se é tempo de se fazer uma reflexão sobre que questões o eleitorado colocará aos partidos políticos. As questões económicas que deveriam ser postas podem resumir-se em cinco: (i) que emprego se vai criar? (ii) qual a melhoria de rendimentos e salários? (iii) como se vai completar o programa de ajustamento e colocar a dívida pública numa trajetória sustentável? Os economistas mais esclarecidos e empresários irão perguntar: como se vão desalavancar as empresas portuguesas; e os trabalhadores e pensionistas: como restabelecr a credibilidade e sustentabilidade das pensões? Qualquer programa terá que respeitar a restrição orçamental para manter o acesso aos mercados financeiros e eventualmente levar a uma redução do risco da nossa dívida, o que só se consegue se sairmos em 2016 do grupo dos países com “défices excessivos” e se a recuperação do PIB se acentuar. Em termos de política orçamental propomos que se comece por reduzir os impostos mais distorcionários e só depois se expanda a despesa em áreas prioritárias, e sempre respeitando a necessidade de gerar um excedente primário de 1 a 2% do PIB. Depois de fazer um tour de horizon das propostas maiQue caminhos para Portugal r.2s recentes de política económica mais interessantes (na Alemanha, França e Espanha) a apresentação debruça-se sobre as três grandes áreas em que um programa económico se deve basear: (i) promover a competitividade da economia e a expansão dos transacionáveis, (ii) sustentar a desalavancagem das empresas criando mecanismos de reconversão da dívida, e de “limpeza dos balanços dos bancos”, e (iii) promover a inovação através da melhoria da eficiência do sistema de i&D, recentrá-lo na reconversão empresarial e na colaboração Universidades-Laboratórios-Empresas. Em todas estas áreas são feitas propostas concretas. Identificam-se também dois problemas estruturais básicos que são a necessidade de uma reforma constitucional para aproximar eleitores-eleitos e a responsabilização dos eleitos, assim como a qualidade das instituições políticas; e a reforma dos mecanismos de decisão das políticas governamentais, tomando por base as melhores práticas internacionais. Finalmente fazem-se algumas sugestões simples para melhorar a regulação e governação das empresas, e apontam-se alguns erros de análise graves que alguns economistas fizeram e continuam a fazer que têm trazido grandes custos para os portugueses. A apresentação pode ser lida aqui. Debate com um Grupo de Reflexão Estratégica em Lisboa a 24/4/2015.Que caminhos para Portugal r.2

Deleveraging in a small economy of the euro

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DELEVERAGING IN A SMALL ECONOMY OF THE EURO v.2

Deleveraging is essential for restoring financial sustainability and avoid recurring financial crisis. After one of the highest credit booms, Portugal as all Euro crisis countries is experiencing a substantial deleveraging of all economic agents, which limits GDP growth potential. The process only started in 2012 for enterprises and intensified for households, but is expected to be initiated in 2015 for the Public Sector. According to our estimates, in a base scenario, it will take up to 2030 for the economy to return to sustainable leverage ratios. In this scenario, enterprises will have to make most of the deleveraging until around 2020, while the public sector will take longer, with households already well in the way for stabilizing the debt ratios. The total debt ratio will have to be cut by 80 pp over 15 years, approaching the 2007 level. In a more stringent scenario, the overall debt over GDP will have to be cut by 130 pp, about the level of 2003, pre-crisis. Both these scenarios will impose a strong restriction on the expansion of the economy, which is expected to grow below its long-term historical path, and will require a major adjustment in corporate finance policies. We show that this challenge is of a heightened intensity than for the public sector. Finally, the paper summarizes policies can play a role in the deleveraging process.

Seminar to the Center of Portuguese Studies in London (March 2012)

The Power Point Presentation can be accessed here.When and How Portugal will overcome the crisis